E então eu vi.

De todas as coisas que imaginei algum dia serem capazes de me salvar, eu nunca apostaria minhas fichas em olhares.

Mas foi no olhar de uma mulher deitada na areia, cercada de plantas e com sua cachorrinha no colo, que me olhou como mãe, apenas. Aquele olhar que diz: “te coloquei no meu coração e agora você não sai nem se quiser!”.

E eu não saí, mesmo.

O olhar da poetisa sentada à minha frente, entre shots de tequila e conversas sobre ex, que me encarou até conseguir dizer as palavras que eu precisava ouvir há tanto tempo.

– Estou muito feliz que esteja aqui!

E foi no olhar de uma amiga, que me enxergou antes de eu me tornar invisível. Que sempre voltava para olhar de novo. Parecia não ter nada lá, mas ela pensava que era só olhar direitinho, que via, e assim me devolveu as cores para que eu me preenchesse novamente.

No fim, de olhar em olhar encontrei todas as razões para me salvar, sozinho. Aos poucos notei que todos esses olhares gritavam a mesma coisa:

Olha pra você!!!

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Henrique Satt Visualizar tudo →

21 anos de idade, apaixonado por literatura, fotografia e pela natureza.

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